O poderio de um ser humano, por intermédio das palavras é encontrado com afinco no fundo de sua alma.
Não estou levando esta visão pessoal pelo lado de poesia, nem sendo um filósofo barato. Apenas, neste momento, reflito sobre a letra de uma banda cujo gosto. Estive lembrando sobre o que aconteceu a alguns dias. Já fui um “cara estranho”, já “deixei o verão” e me perguntei... “Quem sabe?”.
Recentemente tive outra experiência com um título de música desta banda. Dias atrás estive no hospital das clínicas para resolver uns assuntos cujo não vem ao caso e na fila conheci o Sr. Basílio, não tenho tanto o hábito de conversar com pessoas idosas (nada contra, é que simplesmente não tenho oportunidades) e valeu a experiência do “amigo descartável” que eu fiz.
Como somos estranhos não é mesmo? Uma hora reclamamos da vida, outra hora estamos cheios de energia, e outra hora estamos...Velhos. Tudo isto em um curto espaço de tempo, um estalar de dedos, um piscar de olhos.
Não, não temo ficar assim, foi apenas um flash repentino que veio a mente enquanto conversava com este senhor. Conversávamos sobre a vida, sobre o cotidiano, ele citou sobre as perdas dos filhos em trabalho de parto de sua esposa, sobre sua aposentadoria. Sobre sua senhora em casa o esperando para saírem mais tarde.
Futebol foi o desencadeador principal de nossa conversa. Diga-se de passagem, este senhor é tão são paulino quanto este que lhes escreve. O papo rendeu de forma inesperada enquanto aguardávamos a senha com mais de 200 pessoas a nossa frente. Seleção brasileira e sua mediocridade da CBF foram pontos fortes a serem citados durante a conversa, sem contar suas experiências como jogador de futebol no clube do São Paulo em sua juventude.
Ahhh futebol. Realmente é o ópio da sociedade, não escolhe idade, credo, cor ou religião para nosso povo apaixonado isso. Eu, um “garoto” e ele um senhor conversamos como dois moleques, rindo e se divertindo com as futilidades do dia a dia, percebia nos olhos dele que o que ele mais queria era estar conversando sobre isso com o filho que ele nunca teve, que, aliás, foi dito pelo mesmo depois do desenrolar a conversa.
Foi um dia de aprendizado. Um dia que podemos ver o tempo passando, nossa vida voando em piscar de olhos, porém, nossos desejos, vontades e diversões continuam. Realmente, a situação estava propícia ao “O velho e o moço”.
Vá em paz Sr. Basílio, continue cheio de vida e feliz do jeito que o Sr. Está.